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domingo, 22 de março de 2020

Sem Absolvição


Ao perceber o que somos se destrói a esperança 
Eu não sou inocente minha mãe não é quem eu pensei 
as pessoas como sempre com suas máscaras

Estou aqui me decompondo com os meus monstros 
essas lágrimas são quentes como um destilado 
sem valor eu rogo sem merecer choro ao invisível 
incapaz definho incapaz me dilacero 

Recordo ainda dos sonhos que quando criança tive  
recordo ainda na bondade que se perdeu com a idade 
A maldade não justifica meus atos 
Não há absolvição.