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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Ilha

Na ilha perdida desencontrada dos mapas ela vive
lembranças do horror é o que há em sua mente

uma construção surrada pelo tempo vidraças quebradas
e telhas de aranhas, ela dorme no chão
Seus sonhos parecem reais os fantasmas do terror a tortura
e quando acorda se perde em suas lembranças, sai correndo
na chuva como se quisesse fugir de si mesmo e tropeça nas
poças de lama, até cair em uma, ali parada na lama o frio se
se aproxima, levanta-se e começa a cavar desesperadamente
até que sem forças desmaia, acorda e já é noite escuta vozes
vozes reais ou lembranças?, em sua mente, um mundo obscuro
reina, uma violação macabra do seu corpo, a risada demoníaca
do ser repugnante que fez tal ato desfigurando sua mente
e a fazendo perder sua identidade como ser humano
Volta a correr sem rumo na noite mergulhando na mata adentro
esbarrando em raízes e árvores seus braços feridos seus pés
ensanguentados não impede que ela continue só para quando
tropeça em uma pedra e acaba por ser vencida grita um grito
ensurdecedor que leva toda sua voz junto, ali sucumbe ao desgaste
enquanto mosquitos e vermes fazem do seu corpo banquete
é acordada pela dor que os vermes causam enquanto dilaceram
sua carne, perturbada pela dor agoniada e assombrada pelo
passado  atormentador pega uma pedra e com toda suas forças a
lança contra sua cabeça, acorda e se encontra no prédio deitada
como antes de tudo, tenta nadar nas águas da ilha para fugir de lá
e de si mas todas tentativas são em vão tudo que faz é vão

ELA É IMORTAL

post_schmidt_vulto

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