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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Uma mórbida menina

Uma mórbida menina sempre presa em um cenário preto e branco  

em seus olhos mortos há o brilho da madrugada vazia e escura 

sombras em seu quarto perambulam sem que se importe

seus delírios são os melhores amigos e até a fazem rir um riso

morto e vago como ecos que se perdem no ar

como soa, como treme, como alucina, e como eu te quero! 

fogo febril é o teu abraço sonho sem fim é o teu mundo trágico 

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